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23/11/2009 12:58
Agora eu entendo
"Estou com saudades das nossas conversas, das cantadas, do frio na barriga, dos encontros às escondidas, do cinema, do seu beijo." (C.A.)
É que estou sentindo saudade do que nós tínhamos. Isso é interessante. Não é uma saudade personalizada, como antes. Antes era: ei quero te ver! Agora é saudade de conversar todo dia, de chegar em casa e ligar o computador porque você vai estar lá. Saudade de ouvir seus galanteios, suas cantadas. Saudade de escolher a langerie que vou usar. Saudade de sentir frio na beira da praia só para estar com você.É saudade disso, como você já sentiu. Agora quero que você também sinta novamente, só que realmente totalmente livre. Livre inclusive dos passados. Se não você que outro, como você, preencha esse espaço.
Agora eu entendo de onde vem o vazio.
enviada por Feliz
18/11/2009 10:41
Clarice 1
"(...) tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não saber como viver, vivi uma outra?"
Foi a primeira frase com a qual me identifiquei. Quantas vezes repeti: está tudo fora do lugar, não estou em metamorfose, mas em mutação. Tudo tem mudado tão rápido que praticamente sou uma outra pessoa, quase que totalmente diferente, todos os dias. Isso assusta. Cheguei a questionar: seria uma desorganização ou apenas uma nova arrumação de um espaço que em dias eu teria me adaptado? Como, por exemplo, trocar a cama de lugar! Nâo sei, só sei que me assusta essa desorganização profunda. É como se eu não aceitasse que a cama possa sim ficar em outra parede que continuará sendo a minha cama.
Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não saber como viver, vivi uma outra?
Por que sempre estou precisando de provas daquilo que eu vivi? Por que mesmo sabendo que a verdade não é única preciso que todos os olhares vejam a mesma coisa sobre os acontecimentos da minha vida? Por que eu tenho que viver exatamente a mesma coisa que a outra pessoa viveu. Sei que se eu for ao cinema com outra pessoa e nós duas contarmos como foi a nossa ida ao cinema iremos ter relatos totalmente distintos. Ainda assim por que acredito que o meu relato não é verdadeiro? Por que eu estou sempre enganada em relação aos fatos? Sendo mais clara: tenho certeza absoluta do meu relacionamento com o Bruno, como sempre digo, tenho provas e testemunhas - sim isso aconteceu, sim foi como eu vivi. Por que não tenho essa mesma certeza em relação aos demais?
enviada por Feliz
17/11/2009 15:58
Eu não tenho mais o que fazer!
Eu sinto falta?
Sinto falta de conversar toda noite.
enviada por Feliz
14/11/2009 09:57
Preciso falar
Preciso falar
Mas não sei o que dizer
Menos ainda com quem
Poderia falar comigo mesma
E o que me dizer?
Nada para me dizer
tão pouco para me contar.
Está tudo tão quieto
Está tudo tão frio
Estou em ebulição
Pra onde?
De onde vem?
O que é isso?
Angústia
enviada por Feliz
13/11/2009 09:39
Eu voltei
Por que é tão difícil acontecer?
Por que simplesmente não viver o que queremos que seja vivido?
Por que simplesmente não deixar o presente acontecer?
Por que esperar? Por que desejar?
Por que mesmo certa eu me arrependo? Por que é errado eu abrir mão de mim? Por que dói tanto não abrir mão de mim?
Eu voltei. Voltei para a prisão que vivo. Voltei para prisão onde me reconheço. Voltei a ser a carcereira de mim mesma. Voltei para essa felicidade às avessas que eu conheço e que é a única que permito por não me permitir conhecer outra.
Por que tenho que manter constante vigília? Qual besteira tenho medo de fazer? Tenho medo de amar? Seria medo de sofrer? Seria medo de ser feliz?
Por que torcer para que dê errado?
Por que afastar?
Por que voltar para a redoma?
Por que fazer tudo isso se a única coisa que desejo é correr para seus braços.
enviada por Feliz
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